quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Como evitar gastos e inovar no negócio.



Práticas de RH, Comportamento.
Como evitar gastos e inovar no negócio

Cada vez mais surgem empresas que oferecem produtos e serviços em diversos segmentos. Há opções para todos. O mercado está saturado e a concorrência é um desafio que precisa ser encarado. Para tal, inovar é o segredo. As organizações líderes no mercado buscam o novo em seu processo, e essa é a dica para as micros e pequenas empresas que querem se destacar no ramo que atuam.
A inovação é essencial para os negócios e está ao alcance de todos fazer essa transformação. Cada envolvido desfruta dos benefícios de uma mudança, seja ela relacionada ao serviço prestado ou às novas ideias que gerem dinheiro novo, a quebra de barreiras para produzir mais com menos recursos, dentre outras.
A partir deste cenário, o cientista russo Genrich Altshuller criou o conceito TRIZ, Teoria da Resolução de Problemas Inventivos, que tem como eixo central o desafio a essas contradições.
A aplicação do TRIZ pode ser estendida para além de problemas físicos, que auxilia o encontro de melhores soluções para problemas de gerenciamento. Não pensemos que a resolução está no investimento em novas máquinas ou novos gastos. Segundo o diretor geral da Solvix, Adriano Lima, a gestão tem papel fundamental para encontrar a solução sem aumentar gastos, a inovação é tudo que gera dinheiro novo para a empresa.


Fonte: Redação Você RH 
06.09.2013 às 14h17min
  

vale a pena importar

Vale a pena importar?

A elevada remuneração do executivo brasileiro aliada à escassez de conhecimento em determinados níveis faz da contratação de estrangeiros uma opção interessante para as empresas


"Stephanie Jerg Fazis, que veio da Espanha, chegou ao Brasil com o salário de diretora executiva de finanças da Atento espanhola, que está de 20% a 25% menor do que o praticado aqui. “Nesse tipo de processo, oferecemos um salário praticado na região em que o profissional atua. Afinal, quando ele voltar ao país de origem, não poderá sofrer uma queda na remuneração.”

A diferença está no pacote de benefícios oferecido à executiva, mais completo do que o da Espanha, para dar conta de suprir todas as necessidades num país onde o custo de vida é um dos mais altos do mundo. Ainda assim, importar foi tão mais vantajoso do que admitir alguém da região que, em maio, a Atento chamou outra executiva estrangeira – a espanhola Carmen Ingelmo de la Mata – para assumir o cargo de diretora executiva jurídica da companhia. A conta feita por Majo já está na mesa de muitos executivos de recursos humanos com a missão de trazer gente boa com um custo adequado para sua empresa. O que não tem sido fácil. Com a falta de gente preparada para muitas funções, os poucos que sobram no mercado brasileiro estão com salários inflacionados.
“Temos um histórico de escassez de mão de obra executiva capacitada,mas nos últimos anos o cenário ficou dramático”, diz Carlos siqueira, diretor e líder da área de remuneração para a América Latina do Hay Group. "Se o mercado se torna restrito,os profissionais são mais disputados e, consequentemente, têm salário mais alto.” De acordo com o último levantamento realizado pela consultoria, de 2001 a 2011 o valor do salário com bônus para altos cargos aumentou 2,8 vezes no país,enquanto nos Estados Unidos e na Grã Bretanha o aumento foi de 1,4 e 1,7, respectivamente.
Na mesma pesquisa, verificou-se que a remuneração no alto nível gerencial era, em média, de 57 800 dólares por ano em 2001, o que representava quase a metade do valor pago aos executivos americanos, cuja média ficava em 112 000 dólares por ano. Hoje, no entanto, a média salarial brasileira está 5% maior do que a americana.Não à toa, a saída encontrada por Majo tem sido adotada por outros profissionais de RH.
A consultoria Michael Page, especializada em contratar executivos, também decidiu abrir suas próprias portas para alguns gringos nos últimos dois anos. Em agosto de 2011, contratou o português João Nunes para assumir a posição de gerente executivo – promovido há um ano a diretor. Logo depois, foi a vez de Sebastian Domingues deixar a Argentina para ocupar o posto de gerente da divisão de finanças da consultoria. “Tanto para Domingues quanto para a Michael Page, a questão financeira foi interessante. Ele ganha mais do que em seu país de origem e nós, além do baixo custo,pudemos trazer um profissional de maior especialização”, diz Leonardo de Souza, diretor executivo da Michael Page.
Se colocado na ponta do lápis,é claro que expatriar um executivo não é necessariamente mais barato do que contratar um local.A questão toda gira em torno do custo-benefício do processo.“Hoje, um executivo brasileiro ganha de 10% a 20% a mais do que um na Europa”, diz Souza. “Mas não é apenas a questão financeira o obstáculo. Há uma restrição de executivos capacitados. São as mesmas figuras que se repetem e são disputadas pelo mercado que, às vezes, usa o salário como fator de atração.”
Ter a oportunidade de trazer pessoas mais gabaritadas por um custo acessível é um benefício embutido no processo que deve ser avaliado na hora de fazer as contas. Mauro Mariz, diretor de RH do Grupo Guararapes, detentor da Lojas Riachuelo, não pensou duas vezes na hora de escolher um diretor de inovação. “A melhor opção era importar”, diz ele. Como a rede de lojas de departamento vive um momento de mudança no estilo de negócio ñ o objetivo da marca é se tornar referência no mercado de fast fashion no Brasil -, a solução foi trazer alguém com muita experiência no assunto. Ao escolher o espanhol Ramón Gago, ex-diretor comercial da Inditex - Industria de Diseño Textil S.A. -, Mariz foi surpreendido ao checar o salário do executivo. “Não imaginávamos que, seguindo a política de remuneração da Riachuelo,conseguiríamos contratar um estrangeiro”, afirma Mariz. A experiência foi tão positiva que,neste ano, mais um gringo está no processo de integração do grupo. Vinda também da espanha,Madelena Roeber ocupará em agosto o cargo de gerente de produtos da Riachuelo.
Executivos imigrantes
O cenário atraente tanto para as empresas que buscam profissionais experientes a um custo desejável quanto para os executivos que querem sair da crise de seu país tem movimentado a entrada de gringos no Brasil. Segundo dados divulgados pela Coordenação Geral de Imigração (CGIg), do Ministério do trabalho e emprego (MTE),
em 2012 foram concedidas 73 022 autorizações de visto de trabalho a estrangeiros. Dessas, 64 682 foram temporárias e 8 340, permanentes. Nas autorizações temporárias, o número de vistos destinados ao profissional com vínculo empregatício no Brasil teve crescimento de 26% em relação a 2011. De acordo com o MTE, essa massa de profissionais que está entrando no país é altamente qualificada e chega para exercer profissões nas áreas de gerência e supervisão de empresas que demandam conhecimento não disponível. Para Leonardo de souza, da Michael Page, a entrada de estrangeiros no país não deve diminuir nos próximos anos. “Enquanto houver uma lacuna de talentos, esse movimento deve continuar. É uma relação de oferta versus demanda”, diz.
Se assim for, o mercado de trabalho nacional pode ter outro rosto (e até uma nova cultura) daqui a alguns anos. Dominique Einhorn, sócio-diretor da Heidrick Struggles, consultoria especializada em recrutamento de altos executivos, é crítico quanto ao volume de estrangeiros ocupando altos cargos por aqui e enxerga nessa onda possíveis conceitos no futuro. “Quero acreditar que as empresas estão trazendo pessoas com uma capacidade de adaptação mais próxima de nossa cultura, como espanhóis, portugueses e italianos”, diz Einhorn. “Ainda assim, pode haver um choque cultural.” se a vinda desses estrangeiros significa a manutenção do jeito brasileiro de fazer negócios, não há motivos para preocupação. No ano passado, Portugal e Espanha foram os países que mais receberam vistos de trabalho no Brasil. Houve um aumento de 81% no número de vistos emitidos a portugueses em relação a 2011 e de 53% no caso dos espanhóis.
Brasileiros de bolso cheio
No comparativo entre quatro dos cinco países que formam o chamado grupo dos Brics (Brasil, rússia, íNdia, chiNa e Áfricado sul), o Brasil apresenta o maior salário anual recebido nos cargos executivo e gerencial. A diferença de remuneração dos gerentes brasileiros e russos chega a quase 9 000 dólares:
Gráfico - Brasileiros de bolso cheio
Gráfico - Brasileiros de bolso cheio / Hay Group


Pesquisa de trajeto ida e volta do trabalho

Pesquisa avalia a influência do trajeto ida e volta do trabalho

Resultados indicam que o tempo gasto não é fator determinante na hora de aceitar um emprego


Por Jéssica Lima em 09.09.2013 às 12:42 

Quando uma oportunidade de trabalho é avaliada, muitos pontos são levados em consideração. Condições como benefícios, carga horária, oportunidades de carreira, dentre outras, são importantes na hora de tomar uma decisão sobre uma nova etapa profissional.
E para entender melhor a questão do tempo do percurso casa-trabalho, a Havik, consultoria de recrutamento e desenvolvimento de profissionais, que atende grandes corporações nacionais e multinacionais, realizou pesquisa no mês de agosto para saber se a distância de casa influencia na aceitação de um novo trabalho.
A avaliação contou com 692 participantes entre analistas, coordenadores, gerentes, superintendentes, diretores, VPs e CEOs, com os perfis de gestão regional, atuação comercial, representação de produtos em nível nacional, entre outros, além de uma grande parte dos profissionais entrevistados ter viagens no dia a dia.
A primeira pergunta questionou se no momento de avaliar uma oferta de emprego em uma nova organização, o tempo consumido para ida e volta do trabalho é levado em conta, e 52% dos entrevistados responderam que não, enquanto 48% disseram sim.
A análise do resultado apontou que, principalmente nos cargos gerenciais, devido ao alto índice de viagens e à necessidade de flexibilidade para mudanças, não é fator relevante, pois é entendido que faz parte da função.
Com relação ao tempo de 90 minutos ou mais no trânsito para chegar ao trabalho, 77% disseram que o fator não os fariam rejeitar uma oferta de emprego. O levantamento aponta que, apesar de não ser motivo para rejeitar a oportunidade por completo para a maioria dos entrevistados, ela deve ser avaliada com mais atenção.
Quanto à situação dos entrevistados com relação ao tempo que levam no trajeto entre a residência e o local de trabalho, 41% gastam de 30 a 60 minutos para deslocamento, 40% gastam até 30 minutos, 13% fazem o percurso de 61 a 90 minutos, e 6% gastam acima de 91 minutos para chegar à empresa.
De acordo com a pesquisa, nos cargos gerenciais, principalmente, há um alto índice de profissionais que demoram cerca de meia hora para chegar ao trabalho e meia hora no retorno para casa.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

OS 10 ERROS COMETIDOS PELOS LÍDERES

Falta de conhecimento, maus hábitos e muito estresse prejudicam o dia-a-dia do gestor e sua relação com as pessoasOs 10 erros cometidos pelos líderesMuito do que é escrito hoje sobre a liderança foca no que líderes de alto nível devem fazer, o que é certamente benéfico do ponto de vista teórico e aspiracional. Mas o que realmente preocupa os líderes no dia-a-dia são os seus próprios erros. Eles erram, mas não por serem pessoas más, mas porque, frequentemente, se atrapalham devido à falta de conhecimento, maus hábitos ou muito estresse.
Os erros mais comuns - e, não coincidentemente, os mais danosos - acontecem por causa de interações pessoais equivocadas. Seguem 10 erros que líderes cometem com as pessoas que tenho observado e que, certamente, você também:
1. Não dedicar tempo suficiente para criar laços com as pessoas. Um líder que não está humanamente interessado nas pessoas já começa com o pé errado. Um líder conceitualmente interessado nos outros, mas que não dedica tempo para criar laços com elas, tende a não ter sucesso em suas relações - seja com empregados, colegas, clientes ou acionistas. Um laço é uma profunda ligação emocional, diferente de simplesmente gostar de alguém. Na verdade, você não tem que gostar da pessoa para se relacionar com ela, mas tem de conhecê-la e entender o que a motiva. Isso leva tempo e vai além do simples trabalho diário.
2. Ser indisponível e inacessível. De fato, líderes precisam delegar tarefas. No entanto, delegar não significa se distanciar emocionalmente. Líderes que atribuem tarefas e se desligam completamente do projeto acabam abandonando sua equipe. A boa atribuição de tarefa depende de acessibilidade e conexão contínua. Você pode manter um tipo de ligação ao sinalizar que está disponível, o que não significa que atenderá imediatamente todas as solicitações. Você deve criar canais de comunicação e explicar as pessoas como usá-los.
3. Não focar no desenvolvimento de talentos. Frequentemente, os líderes focam exclusivamente na realização dos objetivos da empresa e acabam negligenciando a necessidade inerente do ser humano de aprender. As pessoas querem expandir suas habilidades e competências ao fazer seu trabalho. Entenda que a aprendizagem é fundamental para atingir resultados. Quando você prioriza o aprendizado, você se torna um grande líder, que sabe detectar e desenvolver talentos escondidos nas pessoas. Ou seja, você se transforma também em um caçador de talentos.
4. Não dar feedback sobre o desempenho. As pessoas têm alto desempenho apenas quando se deparam com sua eficácia. Líderes muitas vezes ignoram essa necessidade e assim as privam de seus futuros. Um feedback honesto pode machucar, mas os grandes líderes sabem como relevar e transformar essa dor de tal forma que as pessoas acabam agradecendo, e pedindo mais! Pessoas talentosas - aquelas que querem aprender - preferem "tomar tapas na cara com a verdade do que serem beijadas na bochecha com uma mentira". Desenvolva sua capacidade de falar a verdade doa a quem doer e, assim, possibilitará um melhor desempenho.
5. Não considerar as emoções. As emoções mais fortes estão relacionadas à perda, decepção, fracasso e separação. Na verdade, pesquisas indicam claramente que a perda, e até mesmo o medo antecipado da perda, influenciam o comportamento das pessoas muito mais do que potenciais benefícios e recompensas. Líderes que ignoram as emoções da perda e decepção cometem um erro gravíssimo, que acaba reduzindo em muito o engajamento dos funcionários. Você pode melhorar muita coisa simplesmente ao se conscientizar destas emoções e demonstrar verdadeiro interesse nas experiências pessoais do indivíduo.
6. Administrar conflitos ineficazmente. Conflitos não abordados impedem a cooperação e alinhamento em torno de objetivos comuns. A tensão, emoções negativas e a polarização se acumulam. Os conflitos tornam-se "bichos mortos debaixo da mesa": mesmo com todos agindo como se o bicho não estivesse lá, o cheiro permeia todo o ambiente. Cabe a você, como líder, colocar expor o corpo e enterrá-lo da maneira correta, resolvendo o conflito. Sua recompensa: ¬ um ambiente prazeroso e que pode desenvolver equipes melhores e mais fortes.
7. Não conduzir a mudança. Sem mudança, nossas organizações, como todos os organismos vivos, perdem vigor e, por fim, morrem. Líderes que não impulsionam a mudança colocam suas empresas em sério risco. Explique os benefícios que as mudanças trarão e saiba que as pessoas não resistem à mudança naturalmente; elas resistem ao medo do desconhecido ou à dor que a transição pode trazer. Seu papel é ser uma base segura, que transmite uma sensação de segurança, estímulo e energia. Em outras palavras, você tem de se importar o suficiente para incentivar a ousadia. Isto é fundamental.
8. Não incentivar os outros a assumirem riscos. Por natureza, o cérebro humano age na defensiva e é avesso ao risco. No entanto, com a prática, intenção e - mais importante - com modelos positivos, as pessoas podem adaptar sua mente para abraçar os riscos. Muitos líderes incentivam seus funcionários a permanecerem na área de conforto, ou, como costumo dizer, "jogar para não perder". Mas os melhores líderes criam confiança suficiente para que os outros se sintam seguros e apoiados para assumirem riscos e "jogar para ganhar". Esta é uma forma ativa e positiva de se comportar, que promove a mudança e realização.
9. Motivação mal-entendida. A maioria das pessoas é movida por "motivadores intrínsecos": desafios, aprender algo novo, fazer uma diferença importante ou desenvolver um talento. Muitos líderes não aproveitam esse sistema de orientação interna, focando em "motivadores extrínsecos" - como bônus, promoções, dinheiro e recompensas artificiais. Claro, você tem de pagar as pessoas de forma justa, porém, tenha em mente que tais motivadores externos distorcem o sistema de motivação interna. Você será um líder melhor quando inspirar as pessoas e passar a entender o que realmente desejam atingir em termos de crescimento e contribuição.
10. Administrar atividades em vez de liderar as pessoas. As pessoas odeiam quando são tratadas como peças de uma engrenagem. No entanto, o gerenciamento se baseia no controle, administração e planejamento de atividades e, portanto, de pessoas. A liderança, por outro lado, envolve inspirar, incentivar e tirar o melhor das pessoas ao criar confiança e incentivar o risco positivo. Para ser um líder e não apenas um gerente, você precisa pensar nas pessoas como pessoas. Isso leva tempo e dedicação, e nos remete aos fundamentos da criação de laços - o erro número um.

MOTIVAÇAO: UM NOVO MODELO DE GESTÃO

Motivação
Motivação / ThinkStock

Todo gerente, diretor, ou gestor que exerce atividades de liderança dentro de sua empresa está diariamente buscando soluções para tornar as equipes mais produtivas, focadas nas metas da área em que atuam, e principalmente, comprometidas com os objetivos estratégicos da organização. E quando falamos em produtividade, foco e comprometimento, estamos lidando basicamente com a motivação das pessoas. Muitos gestores passam horas se perguntando: "Por que minhas equipes não são produtivas?"; "Por que meus funcionários não 'vestem a camisa' da empresa, mesmo recebendo salários altos?". Resposta rápida: motivação.
Há tempos, os bons salários não são mais suficientes para motivar e manter bons profissionais nas empresas (principalmente a geração Y em diante). Uma pesquisa recente da Catho Online, feita com mais de 46 000 participantes, aponta que os fatores que mais motivam os profissionais no trabalho são o bom relacionamento com as pessoas no trabalho, o reconhecimento profissional e a possibilidade de trabalhar com o que se gosta. Salário e acúmulo de capital não aparecem nem entre os cinco principais fatores de motivação.
Muitas vezes, as instituições investem tempo e dinheiro em reestruturações de RH, definições de planos de carreiras, cargos e salários, contratam inúmeras consultorias, e acabam se esquecendo do mais básico: o que motiva as pessoas a acordarem pela manhã, e irem trabalhar? Eu acredito que, antes de contratar uma consultoria de RH, todo gestor pode se atentar a alguns pontos, que geralmente custam muito pouco e podem gerar ótimos resultados, relacionados à motivação de pessoas em uma empresa.

Invista na qualidade de vida das pessoas


Em um mercado que busca pessoas criativas, que fazem diferença no lugar onde estão, o diferencial de qualquer produto ou serviço é a inovação. Por isso, se você quer equipes motivadas, envolvidas com seu trabalho, criativas, que opinam, sugerem, criticam, e apontam melhorias, crie um ambiente de trabalho onde as pessoas gostem de estar e passar a maior parte do dia. Investir em áreas de lazer e convívio comum, com sofás confortáveis, mesa de bilhar, e puffs em salas de reunião, pode tornar o ambiente mais descontraído e favorável para que os colaboradores expressem suas opiniões e contribuam com ideias inovadoras.

Construa uma hierarquia horizontal


Ter um plano de carreira bem estruturado e políticas de cargos e salários bem definidas são importantes para qualquer organização. Mas se uma pessoa não consegue ter contato imediato com seus gestores, e não se sente próximo aos seus líderes, vai automaticamente se sentir distanciado da empresa. Não é por acaso que Jack Welck, logo após assumir a direção da GE, em 1981, promoveu uma profunda transformação na estrutura da empresa, consolidando uma hierarquia bem mais "achatada" e simplificada. O resultado, todos nós sabemos.

Permita horários flexíveis de trabalho


Dentro do possível, deixe que as equipes façam seu horário de trabalho. Tente focar esforços no cumprimento de metas e avaliações por meritocracia, ao invés de ficar monitorando quanto tempo as pessoas ficam batendo papo no cafezinho. A maioria das atividades de qualquer empresa envolve criatividade – algo que pode ser desenvolvido durante todo o dia, inclusive no cafezinho. Se uma equipe é mais produtiva trabalhando no período da tarde, crie mecanismos para que possam trabalhar neste horário. Qualquer equipe ficará mais motivada trabalhando no horário em que é mais produtiva.

Não dê ordens, compartilhe responsabilidades


Não dê ordens, ou diga o que as pessoas devem fazer. Você pode apontar caminhos para que entendam quais dificuldades e problemas precisam ser resolvidos. A maioria dos profissionais, principalmente os da geração Y, adoram assumir responsabilidades e desafios, e cada vez mais reforçam estes desejos em todas as pesquisas. Permita que as pessoas possam enfrentar os problemas da empresa e tenham liberdade para poder ajudar com soluções.

Promova uma comunicação efetiva


Você apenas poderá criar qualquer expectativa sobre um funcionário se ele souber o que a instituição onde ele atua espera dele no ambiente de trabalho. Então, invista na geração de ciclos de feedback entre funcionários e gestores, para que todos tenham uma visão clara da estratégia e metas da empresa. Na maioria das vezes, não é necessário implantar sistemas de feedback complexos ou longas reuniões envolvendo todas as áreas, mas sim incentivar uma cultura em que gestores, líderes e liderados tenham liberdade para conversar de maneira mais informal, permitindo que informações importantes sejam compartilhadas naturalmente entre todos.

Dê liberdade às pessoas, e surpreenda-se com os resultados


Geralmente, as grandes empresas de tecnologia e internet são apontadas como as mais inovadoras do mercado, e grande parte delas possui modelos de gestão bem mais flexíveis e enxutos. Em empresas como Facebook, Google e Amazon, os colaboradores são incentivados a serem autogerenciáveis, e terem liberdade para resolver seus problemas com mais autonomia. Essa liberdade permite com que as pessoas desenvolvam sua criatividade e promovam a inovação. Quando Ricardo Semler começou a difundir suas ideias sobre gestão empresarial, em 1982, na Semco S/A, pregando de forma radical a liberdade e democracia industrial nas empresas, a maioria achou que ele estava louco. Hoje, seu modelo de gestão é referência internacional para qualquer gestor de empresas.
Não instale processos rígidos demais, nem barreiras que limitem a capacidade de inovação das pessoas. Promova um ambiente com mais liberdade e surpreenda-se com a capacidade dos seus funcionários em criar soluções simples e baratas, para problemas aparentemente complexos.
Eduardo Kruger é sócio e team leader responsável pela área desenvolvimento da Informant, empresa especializada na prestação de serviços terceirizados em pesquisa e desenvolvimento de software.

Para se aposentar com mesmo salário, trabalhador deve contribuir por mais 7 anos

Para se aposentar com mesmo salário, trabalhador deve contribuir por mais 7 anos
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PAULO MUZZOLON
EDITOR-ADJUNTO DE "MERCADO"

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FolhainvestQuem quiser receber do INSS uma aposentadoria equivalente à sua média salarial pode ter de trabalhar por até sete anos além do exigido pela Previdência.

Dados do Ministério da Previdência obtidos pela Folha mostram que, em média, o homem se aposenta com 54,8 anos de idade e 35,2 de contribuição.

Para ganhar o teto, tempo de trabalho extra é ainda maior

Nessa situação, o fator previdenciário (que reduz o benefício de quem se aposenta cedo) "come" praticamente 30% do valor. Se ele tiver média salarial de R$ 1.000, terá só R$ 698 de aposentadoria.

Editoria de Arte/Folhapress

Para manter o padrão salarial, precisaria adiar a aposentadoria e contribuir por mais cinco anos e dois meses, segundo cálculos do consultor atuarial especialista em Previdência Newton Conde.

O caso da mulher é pior. Com idade média de 51,9 anos na concessão do benefício (e 30 anos de pagamento ao INSS), teria de esperar, e contribuir, até os 59 anos. Ou seja, sete anos e um mês a mais. Caso contrário, o corte aplicado pelo fator será de 38%.

Para Conde, o segurado sofre essa grande redução na aposentadoria por falta de planejamento. "Na prática, o trabalhador completa o tempo mínimo para a aposentadoria e já pede o benefício", afirma.

Os dados de idade e tempo de contribuição médios são de 2011 --os últimos disponíveis--, mas há pouca variação de um ano para outro.

Como muitos continuam trabalhando mesmo aposentados, o benefício, no início, vira uma segunda fonte de renda. "O problema é que eles só descobrem que o valor é baixo quando param de trabalhar", diz Conde.

Em 2012, havia 703 mil aposentados na ativa e contribuindo, segundo o INSS. O número não considera os que estão na economia informal. O IBGE calcula em cerca de 5 milhões os aposentados que ainda estão trabalhando.

O pagamento cedo demais das aposentadorias contribui para o deficit previdenciário, que de janeiro a abril somou R$ 21 bilhões, com aumento de 28,1% sobre o mesmo período do ano passado.

A aposentadoria por tempo de contribuição exige só tempo mínimo de pagamento ao INSS (35 anos, para o homem, e 30, para a mulher).

Se uma mulher tiver contribuído ininterruptamente desde os 18 anos poderá se aposentar aos 48. Se viver até os 79, terá recebido do INSS por um tempo maior do que o de contribuição.

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves, propõe uma reforma, com idade mínima de 60 anos para mulheres e 62 anos para homens.

PROBLEMA JURÍDICO

Além do deficit, a situação atual criou um problema jurídico. Aposentados que trabalham pedem que o tempo de contribuição após a concessão do benefício seja usado para recalcular o valor recebido da Previdência.

O Superior Tribunal de Justiça já deu ganho de causa aos segurados, mas o INSS, que estima em R$ 70 bilhões o custo só com as 24 mil ações que tramitam na Justiça, recorreu. O Supremo Tribunal Federal também deve se pronunciar sobre o caso.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013


REMUNERAÇÃO, SALÁRIO - CONCEITOS


IMPORTANTE: os conceitos apresentados nesta página não são os conceitos 'legais' ou 'oficiais'. São conceitos normalmente utilizados pelas Consultorias de RH em seus projetos e estudos sobre remuneração. A Legislação Trabalhista é a verdadeira fonte para os conceitos juridicamente aceitáveis.

COMPOSIÇÃO DA REMUNERAÇÃO - os 3 componentes "ideais"

Remuneração é o que um empregado recebe como restribuição ao serviço que presta para um empregador. Do ponto de vista "ideal", deveria ser composto de 3 partes: o cargo, a pessoa e os resultados da empresa.

O "TAMANHO" DO CARGO + VALOR DE MERCADO: quanto vale ($) cada cargo nesta empresa? Qual o "tamanho" de cada cadeira? A resposta é dada pela DESCRIÇÃO do cargo e por um processo de AVALIAÇÃO. Feito isto, vamos ao Mercado para verificar o valor ($) que as empresas (de mesmo porte, do mesmo setor) dão a esse cargo. Como? Fazendo PESQUISA DE MERCADO de remuneração. Nesse aspecto, estaremos pagando pelo que DEVERIA ser feito pelo ocupante do cargo.

RESULTADOS DO "OCUPANTE" DO CARGO: é o reconhecimento pelas diferenças individuais de desempenho. Se ocupantes diferentes de um mesmo cargo apresentam desempenhos diferentes, aqueles cujo desempenho é maior devem ser recompensados por sua eficácia. É a parte da remuneração que premia a expertise, os conhecimentos, as habilidades e competências que diferenciam o desempenho das pessoas. Para atender a isso é que existem as faixas salariais e as premiações por resultado. Como medir? Por um processo de Avaliação de Desempenho. Nesse aspecto, estaremos pagando pelo quão bem a pessoa está entregando o que se espera dela, no cargo que ocupa.

RESULTADOS DA EMPRESA: parte da remuneração que deve (ou deveria?) vir dos resultados obtidos pela empresa. Se os resultados são positivos, devem ser compartilhados. Se não forem positivos, não. Hoje em dia essa 'distribuição de lucros' é representada por 'bônus' ou PLR / PPR. Essas práticas 'mascaram' esse componente da remuneração.

NA PRÁTICA, as empresas (principalmente as nacionais) são muito conservadoras com relação à política de remuneração. A desculpa mais comum é o "custo Brasil" da folha de pagamento.

OUTROS CONCEITOS utilizados pelas Consultorias de RH

SALÁRIO BASE - SB: o salário base MENSAL é o salário contratual. O salário bruto, sem descontos. O salário da carteira de trabalho, do 'hollerit' ou do 'contracheque'. Os percentuais de aumento salarial e dissídios são calculados sobre esse valor. O salário base ANUAL equivale a 13,33 vezes o salário base mensal (13° salário + adicional de férias).

Normalmente, quando se compara os salários pagos por uma empresa com um banco de dados de salários (como os bancos de dados das maiores Consultorias de RH) deve-se levar em conta o "salário base ANUAL".

TOTAL EM DINHEIRO - TD: trata-se do salário base acrescido dos Incentivos de Curto Prazo. Os incentivos mais utilizados são: Bônus e PLR / PPR. Esses incentivos são teoricamente independentes do salário base. Porém há muitas empresas que estabelecem percentuais sobre o salário base. Daí, quando o SB sobe, o TD acompanha.

É muito comum usar-se também o TD (nos projetos de pesquisa salarial) para comparar a remuneração entre empresas pois essa comparação traz novos e úteis aspectos para análise.

REMUNERAÇÃO FIXA - RF: trata-se do salário base acrescido dos Benefícios: planos de saúde, carro, auxílio para compra de remédios, empréstimos e muitos outros. Cada empresa tem suas particularidades. Daí a dificuldade em utilizar este conceito nas pesquisas de salários pois exige um grande esforço de "precificação" dos benefícios.

REMUNERAÇÃO TOTAL - RT: trata-se da somatória do TD com a RF. É um conceito pouco utilizado em pesquisas salariais.

A Remuneração VARIÁVEL - considerações

Primeiro, há de se considerar a remuneração variável típica da área de vendas. É muito comum que vendedores tenham um salário base pequeno e ganhem muito mais em função dos resultados de fechamento de vendas, por indivíduo e/ou por equipe. Essa dependência com relação aos resultados é, ao mesmo tempo, um risco e um incentivo: é comum pensar que o vendedor tem que ser uma pessoa movida e motivada por resultados.

Tomando mais corretamente o sentido de salário "variável" podemos dizer que seria o tipo de remuneração aliada a risco. Se é variável é porque não está "garantida". Depende do atingimento de certos objetivos traçados, para a pessoa e ou para a equipe e ou para a empresa. Esse é o sentido correto para os "bônus" e para a "participação nos lucros e resultados" (PLR). Quem trabalha melhor ganha mais. Porém ... quando esses incentivos são estendidos a todos deixam de premiar diferentemente os diferentes. E aí perdem o sentido de risco, inerente à remuneração variável.

fonte:http://www.aquitemrh.com.br/mansal.html