quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Gestão de conhecimento

A importância da gestão do conhecimento


De tempos em tempos, mudanças sensíveis na cultura empresarial acontecem e causam impactos diretos nos negócios. Foi-se o tempo em que apenas equipamentos e atividades operacionais geravam lucratividade para as organizações. Hoje, o olhar empresarial também está voltado para o capital intelectual, ou seja, para as pessoas.
A importância dada a elas - suas capacidades criativas, motivações, competências e conhecimentos - é sentida como um diferencial e uma oportunidade para as empresas crescerem mais. Fato este apontado pela recente pesquisa da Deloitte, que indica que as organizações pretendem investir cerca de 2,4% de seu lucro em benefícios aos colaboradores.
Dar maior importância às pessoas do que aos bens tangíveis torna-se uma tendência porque são elas que detém os conhecimentos mais valiosos sobre como atingir melhores resultados, como diagnosticar problemas e otimizar processos internos, enquanto os equipamentos usados nas operações são meros coadjuvantes para tal fim.
A maneira de aproveitar melhor o conhecimento desses colaboradores é praticar a gestão do conhecimento, que nada mais é do que estimular e facilitar a troca, e o uso e a criação de conhecimento em toda a empresa. Com a gestão do conhecimento, as pessoas são incentivadas a compartilhar aquilo que sabem, de forma a criar um ambiente de trabalho no qual toda experiência válida pode ser acessada pelos outros colaboradores e aplicada em suas atividades a fim de elevar a produtividade da companhia.
Falando em conhecimentos, há dois tipos básicos que podem ser aplicados pelo ser humano: o explícito e o tácito. O conhecimento explícito é o mais fácil de ser colocado em palavras, registrado e documentado. É facilmente adquirido por meio da leitura de manuais, livros e artigos, por exemplo. Quando falamos das funcionalidades de um sistema, ou das etapas de um processo produtivo, tratamos do conhecimento explícito.
O segundo tipo - o tácito - é o mais difícil de ser colocado em palavras e é adquirido apenas com a prática. O conhecimento tácito é aquele que só conseguirmos mostrar ao usar. Um líder gerindo sua equipe, um médico realizando um diagnóstico ou vendedor fechando uma venda difícil, são exemplos desse tipo de conhecimento. É difícil de explicar e só se aprende com a experiência, com a vivência.
Para as empresas, a gestão do conhecimento pode ser de grande valia, pois contribui para a geração de valor, otimização das operações e para melhora do atendimento ao cliente final. Por isso deve ser aplicado nas empresas. Uma vez disseminado, o conhecimento pode ser retido por outros colaboradores, a fim de gerar resultados sempre superiores aos do passado. Um engenheiro que opera uma plataforma de petróleo em alto mar tem uma experiência riquíssima que deve ser bem aproveitada. É preciso reconhecer e disseminar esse conhecimento para que a empresa esteja sempre evoluindo. É algo contínuo.
Um dos desafios para as empresas atualmente é aplicar a gestão do conhecimento de forma alinhada aos negócios, orientada para os objetivos estratégicos da empresa. Não adianta implantar a gestão do conhecimento sem pensar em quais resultados se quer atingir. Caso contrário, a gestão do conhecimento gera pouco impacto.
*André Saito é Ph.D. em Ciência do Conhecimento, coordenador acadêmico da FGV, coordenador do curso de gestão estratégica de pessoas do SENAC e diretor de Educação da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC).
* Por André Saito- http://revistavocerh.abril.com.br

Carreira

Metade dos brasileiros busca emprego na internet

Por Redação VOCÊ RH em 19.09.2013 às 15:13 - Nenhum comentário

Uma pesquisa realizada pela Catho aponta que 51,7% dos brasileiros fizeram uso de algum site de classificados de vagas na procura pelo atual emprego.
O número é superior ao do último levantamento, feito em 2011, quando 45% dos trabalhadores recorriam os sites para buscar colocação no mercado de trabalho. A pesquisa também revela que as mulheres e os profissionais mais jovens são os que mais usam esse meio.
As redes sociais também estão em alta nesse quesito, pois 15% dos entrevistados já utilizaram essas ferramentas para procurar o emprego atual, e 27,6% afirmaram ter feito alguma entrevista com base nos contatos das redes. Em 2011, os índices foram 12,7% e 24%, respectivamente.
O estudo contou com a participação de 53 622 respondentes de todo o Brasil.

E-Social


Legislação

Como funciona o eSocial que entra em vigor a partir de janeiro de 2014

Por Danielle Forte em 27.08.2013 às 20:30 - Nenhum comentário

Há mais de cinco anos, o governo brasileiro iniciou a utilização do Sistema Público de Escrituração Digital, o SPED, que busca uma maior integração e administração dos tributos. O sistema é precursos do eSocial, que passa a ser obrigatório para todos os empregadores a partir de janeiro do ano que vem – todas as empresa e, inclusive, pessoas físicas que possuem um empregado.
O Sistema de Escrituração Fiscal Digital, eSocial, tem por objetivo, de acordo com manual de orientação divulgado pelo Ministério da Fazenda, racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os empregadores, com o estabelecimento de transmissão única para os diferentes órgãos de governo, usuários da informação.
O projeto envolve a Receita Federal, o Ministério do Trabalho, o INSS e a Caixa Econômica Federal e visa consolidar as obrigações acessórias da área trabalhista em uma única entrega que, atualmente, são enviadas ao governo em momentos e meios distintos.
A fiscalização on-line multará automaticamente infrações e as empresas devem ficar atentas às exigências e prazos estabelecidos afinal, apesar de não tratar de novas legislações, pode causar transtornos para os empresários por conta do grande volume de dados necessários.
Segundo levantamento realizado pela consultoria Paycon com 112 empresas atuantes no país com, em média, 300 funcionários, apenas 26% das empresas pesquisadas estão preparadas para o eSocial, enquanto outros 14% têm algum plano de ação para prevenir ou corrigir eventuais irregularidades e os 60% restantes ainda não colocaram as adequações como uma prioridade.
De acordo com Luiz Eduardo Bomfim, especialista do Grupo Employer, a primeira dificuldade é fazer com que os dados dos trabalhadores que estejam no CNIS – Cadastro Nacional de Informação Social– sejam idênticos aos que estão no RET - Registro de Eventos Trabalhistas: “Se eles não estiverem idênticos os arquivos do eSocial não conseguirão ser gerados. Provavelmente em outubro a Receita federal disponibilizará esses acessos para os empregadores. Então, haverá pouco para fazer as alterações e corrigir esse dados”, falou durante workshop no CONARH 2013. Além disso, há informações que antes não eram exigidas, por exemplo, se o trabalhador possui casa própria e se fez uso do fundo de garantia.
O RET também será utilizado para validar a folha de pagamento. Esta só será aceita se todos os trabalhadores ativos constarem na mesma e, consequentemente, se os trabalhadores constantes da folha de pagamento estiverem no RET.
Quando entrar em vigor, os empregadores serão identificados apenas pelo CNPJ – no caso de pessoa física, CPF com número sequencial do Cadastro de Atividades da Pessoa Física (CAEPF) acoplado – enquanto os trabalhadores serão, obrigatoriamente, identificados pelo CPF e NIS – NIT, PIS ou PASEP.
As informações do eSocial serão dividas em eventos trabalhistas (ação ou situação advinda da relação entre empregador e trabalhador), por exemplo admissão, alteração de salário e exposição do trabalhador; Folha de Pagamento; e outras informações tributárias, trabalhistas e previdenciárias.
Assim como acontece em outros subgrupos do SPED, o eSocial passa a ser entregue por eventos XML - ao todo são 44 tipos, divididos em três grupos: iniciais – serão os primeiros transmitidos, contemplam o cadastro de dados –, aleatórios – devem ser relatos no momento de ocorrência –, e mensais – informações de rotina como folha de pagamento.

Recrutamento

10 perguntas essenciais para fazer antes de contratar

Admitir um profissional inadequado pode causar prejuízo e dor de cabeça. Veja quais perguntas não podem faltar em uma entrevista de emprego, para especialistas,

São Paulo - Contratar o profissional errado pode custar à empresa até três vezes o salário dessa pessoa, anualmente, segundo estudo da consultoria Gi Group. Para não cair nessa armadilha, principalmente quando a vaga é para cargos executivos, é fundamental investir em processos de seleção eficientes.
Durante a entrevista de emprego, muita coisa precisa ser observada: a forma como o candidato se veste, como se porta e a maneira como fala. Mas há também algumas perguntas que não podem faltar para acertar em cheio na hora de escolher o profissional. Veja algumas delas, apontadas por especialistas:
1 Quais são as ameaças e oportunidades da sua indústria?
Se o candidato souber responder corretamente a essa questão, é sinal de que está bem informado sobre o setor em que atua e atento à concorrência, afirma a headhunter e sócia da CTPartners  Magui Lins de Castro. “Prova que ele sabe em que cadeira está sentado. Para fazer o plano estratégico, por exemplo, ele precisa estar acompanhar o negócio, ler, saber o que se passa nas associações de classe”.
2 Quais as fortalezas e debilidades da empresa em que você trabalha atualmente?
Respondida a primeira pergunta corretamente, o próximo passo é saber se o profissional conhece bem a companhia na qual ele está.
3 Qual o motivo da sua saída do emprego anterior?
Pode ser uma crise financeira na antiga empresa, algo que incomodava no trabalho, uma oportunidade imperdível ou até mesmo uma demissão. O importante e que o candidato explique o que houve e, no caso de demissão, que tenha aprendido com o ocorrido.
4 O que você lê para traçar o plano estratégico?
“O candidato poderá citar qualquer coisa: um livro, uma pesquisa da companhia, artigos de economistas, material de seminários… Mas ele tem que se basear em dados, não somente no que ele pensa. O que importa é o que o consumidor acha”, afirma Magui.
5 Como você faz para demitir um funcionário?
Aqui o que interessa é a “habilidade que o profissional tem para lidar com situações desagradáveis e delicadas”, considera a diretora de gestão do talento da Maxim, Celia Spangher.
6 Em que momento da sua carreira você se sentiu mais pressionado? Qual foi o aprendizado que você tirou dessa situação? O que faria diferente?
A resposta para esta questão aponta para como a pessoa age sob pressão. “Mas é preciso que o candidato defina bem que pressão foi essa”, diz Teperman.
7 Qual foi o momento mais feliz da sua carreira?
Descobrir o momento em que alguém se sentiu mais completo e realizado profissionalmente diz muito sobre qual é o tipo de cultura empresarial em que essa pessoa melhor se encaixa. “É possível descobrir se o candidato têm um perfil de mais autonomia ou mais proximidade com a liderança, se gosta de trabalhar sob pressão ou mesmo se gosta do dia a dia, da rotina”, destaca Teperman.
8 Por que você quer trabalhar aqui
Esta pergunta deixa transparecer se o candidato “fez o dever de casa” e se informou sobre a empresa em que pretende trabalhar e também permite ao recrutador conhecer o que o motiva, segundo o sócio diretor da consultoria Robert Wong Marcos Prospero. “A resposta certa geralmente tem muito mais a ver com a cultura da empresa e com o ciclo de crescimento que a pessoa pode ter ali do que com o trabalho em si”.
9 Que valor você pode trazer para a empresa?
É aí que o candidato tem a oportunidade de “vender” as suas habilidades técnicas. “É possível identificar quais se as características fortes dele são as que a empresa mais precisa para a vaga”, diz Prospero.
10 Por que devo escolher você?
Esta pergunta diz respeito às características pessoais de quem participa do processo seletivo, segundo Prospero. “Tem a ver com o que move essa pessoa. Quanto mais próximo isso estiver da cultura da empresa, mais ela se encaixa”.

Fonte: Size_80_luisa-melo

Sustentabilidade

Dicas para ter uma empresa mais sustentável

Troque as lâmpadas
Opte pelas lâmpadas fluorescentes em vez das incandescentes. Elas duram 13 vezes mais e usam 66% a menos de energia.

Reduza o consumo de papel
Ao imprimir prefira usar os dois lados da folha e transforme papéis usados em rascunho. Essa duas ações já vão economizar bastante, e se mais empresas aderirem ao procedimento há diminuição do desmatamento.

Separação do lixo reciclável
Atualmente é impossível não pensar em reciclagem. Para a empresa não custa nada, e pode até dar retorno financeiro e gerar economia.
Além da preservação ambiental, as empresas colaboram indiretamente com a geração de empregos nessa área de coleta e reaproveitamento.

Desligue os aparelhos
Deixar computadores, impressoras ou outros aparelhos totalmente desligados da tomada, em vez do modo stand-by, gera uma economia de até 20% de energia na empresa. Mais uma ação de preservação ambiental que também ajuda a reduzir as contas.

Investimento em funcionários
O bom relacionamento dentro da empresa também permite um desenvolvimento sustentável do local. Todos atuam juntos como engrenagens e com um mesmo objetivo.
Todos trabalham mais felizes e com menos estresse, tendo assim mais qualidade de vida.

Fonte: Centro de Solidariedade ao trabalhador.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O sucesso da empresa passa pelo desenvolvimento dos líderes

No mercado competitivo que as empresas encontram-se inseridas, ter profissionais qualificados é imprescindível para dar suporte ao crescimento e à perenidade do negócio. Diante dessa necessidade, tornou-se imprescindível instituir ações em que visem o desenvolvimento do capital intelectual que podem iniciar na formação básica até o auxílio educação em cursos de graduação e pós-graduação, com abrangência todos os colaboradores. No tocante ao investimento daqueles que estão à frente das equipes, os líderes, esta atenção não pode ser diferente.

Na Altenburg, por exemplo, empresa que conta com duas unidades em Blumenau, polo têxtil de Santa Catarina com cerca de 1.200 colaboradores, e uma no Estado de Sergipe, com 160 colaboradores, as ações com fofo no desenvolvimento de líderes tem se solidificado a cada ano. Na companhia, diversos programas já foram realizados e a empresa, em alguns momentos contou, com a parceria de escolas como Fundação Dom Cabral e Fundação Fritz Muller. Mas foi em 2009, que a organização sentiu a necessidade de estabelecer uma metodologia única a ser seguida pelas lideranças. Para isto, a Altenburg investiu na formação da equipe, através da instituição do Programa de Liderança para Resultados. O processo de elaboração da iniciativa foi gradativo e atualmente todos os líderes, desde os operacionais até os diretores trabalham dentro deste enfoque.

De acordo com Jaqueline Reiter, coordenadora de Desenvolvimento Organizacional, todo processo de mudança conta com forças restritivas e outras consideradas propulsoras, uma vez que mexem diretamente com a zona de conforto dos talentos. "Sempre procuramos reforçar as forças propulsoras, tornando a mudança de comportamento, exigida na Liderança para Resultados, como algo necessário para a geração de melhores resultados e benéficos para todos, pois por um lado estabelece uma diretriz ao líder sobre o melhor caminho a seguir e para os liderados contribui para uma relação mais próxima, legítima e transparente com seu líder, consequentemente, temos uma equipe mais integrada, gerando resultados, com o envolvimento de todos", argumenta, ao destacar que para isso é preciso que exista um trabalho diário de diálogo, de revitalização da metodologia, a fim de que esta não se perca no dia a dia e que passe a ser percebida no comportamento das lideranças de forma natural.

Parcerias - Para estruturar o Programa de Liderança para Resultados, a organização optou por firmar parcerias com consultorias externas. Isso ocorreu porque a empresa tinha como objetivo contar com uma metodologia única, que regesse a relação líder e liderado. Uma vez encontrado este parceiro para dar suporte, passou-se a trabalhar com a partir da realidade da Altenburg, fazendo os ajustes necessários para que os efeitos restritivos ao processo de mudança fossem os menores possíveis e que a metodologia fosse de fácil assimilação, respeitando os valores presentes na cultura organizacional. Vale destacar que o trabalho da consultoria foi utilizado apenas para a formação da metodologia, mas depois todo o processo o suporte passou a ser dado pela área de Desenvolvimento Organizacional e pelos superiores imediatos dos líderes.

Jaqueline Reiter explica que todas as lideranças participam do programa e que, atualmente, quase 70 profissionais são contemplados pela iniciativa. "Inclusive, promovemos a formação dos novos líderes, já no início de sua atuação, pois a liderança como um todo deve atender aos seus liderados e à organização de forma clara e transparente, para que não existam surpresas nas decisões - situações iguais sendo tratadas de forma diferente, podendo causar sentimentos de injustiça aos liderados, assim como, ter toda equipe voltada para o mesmo objetivo", esclarece a coordenadora de Desenvolvimento Organizacional.

Programa na prática -
Nem tudo que oferece resultados expressivos precisa apresentar "receitas mirabolantes" e o Programa de Liderança para Resultados da Altenburg comprova isso. A metodologia corresponde a 40 horas, seguidas de duas horas por pessoa, para monitoria das práticas realizadas. Entre os assuntos abordados, destacam-se as sete competências da Liderança para Resultados que os líderes devem ter domínio para melhorar os resultados de sua área de atuação e que, consequentemente, impactam diretamente no atendimento de 20 necessidades técnicas e pessoais de seus liderados.

Concluída a formação teórica, o líder recebe acompanhamento do seu superior imediato e da área de DHO para começar a aplicar os conhecimentos adquiridos, que exigem, muitas vezes, mudança de comportamento por parte da própria liderança. Isso porque já que se dos líderes atitudes específicas que os ajudarão a atender às necessidades de seus liderados e gerar melhores resultados para a organização.

Como suporte a este trabalho, a área de Desenvolvimento Organizacional realiza encontros mensais com a liderança, denominados "Costurando Histórias de Resultado", onde são trabalhados temas ligados ao Programa de Liderança para Resultados, promovendo atualização da metodologia e principalmente a troca de experiência entre os líderes.

Resultados -
Para Jaqueline Reiter, oque conta nessa ação específica na Gestão de Pessoas são os resultados apresentados pelo programa. "Não adianta o líder apenas realizar a formação na metodologia e participar dos treinamentos de apoio, se não for percebida a aplicação prática, ou seja, é o comportamento do líder dentro do que a organização espera dele é que vai fazer diferença e contar para sua ascensão profissional. Gerar melhores resultados com as pessoas, buscando a convergência entre discurso e prática, tendo foco no negócio, na estratégia da organização, são alguns pontos que contam a favor na hora de avaliar o crescimento do profissional", assegura.

Para medir o retorno obtido através do Programa de Liderança para Resultados, esta ação prevê uma avaliação anual, na qual as 20 necessidades que os líderes devem atender de seus liderados é mensurada, tendo como meta de atendimento 75%. Esta avaliação é feita com os liderados diretos de cada líder, que posteriormente tem a oportunidade de realizar a clarificação das notas atribuídas através de reuniões individuais com seu líder, tendo o acompanhamento de um profissional de DHO e em alguns casos, do superior imediato do líder.

Desta reunião, saem questões para o líder trabalhar, efetuando um Plano de Ação que é auditado pelo superior imediato e em casos específicos, os quais a avaliação do líder foi menor que 65% o profissional de DHO também acompanha. Ou seja, mais do que buscar identificar como o líder está atendendo sua equipe, objetiva-se criar um momento formal, no qual líder e liderado conversam e a liderança poderá ter com clareza, quais os pontos que precisa melhorar a cada dia.

Benefícios - Ao ser questionada sobre os benefícios que o programa proporcionou, a coordenadora de Desenvolvimento Organizacional cita que a melhoria mais significativa está na relação entre líder e liderado, que melhorando, naturalmente promove que os resultados sejam alcançados com as pessoas. E uma relação baseada na equidade, respeito, compromisso com a verdade, na qual as pessoas sintam-se parte integrante e essencial para o crescimento da organização, são alguns benefícios que almejamos com deste programa.

Por fim, ela diz que o desenvolvimento das lideranças torna-se essencial para p crescimento sadio de uma organização, Saudável, porque os resultados são obtidos com as pessoas envolvidas no processo, sabendo do significado de seu trabalho, sentindo-se bem e orgulhosas com o papel que desempenham. "E quanto mais se investe no desenvolvimento das pessoas e nas relações internas - entre parceiros, entre líder e liderado, entre empresa e colaborador, mais perto estaremos de alavancar os resultados e contribuir para a perenidade da organização", conclui Jaqueline Reiter.

 fonte ; rh.com.br

COMO INFLUENCIAR PESSOAS

Alguns estudiosos definem o tema liderança como a arte de influenciar pessoas e, pensando nessa teoria, começo a elaborar artigos sobre o como podemos influenciar pessoas e quais as ferramentas que podem ser utilizadas neste desafio. Com isso, poderemos validar o quanto a arte de influenciar pessoas impacta no sucesso da sua liderança.

No decorrer da vida colhemos impressões de tudo e de todos, e as definimos como padrões de comportamento, que ficam armazenados como se fossem fitas em nosso arquivo mental. Todos nós possuímos um acervo de fitas imenso e variado, que é responsável pela nossa reação imediata para cada característica ou comportamento do ambiente.

Temos uma resposta pré-definida correta para cada situação e a ativamos como um botão programado, mas o que não programamos e principalmente não prevemos é que essas respostas podem nos levar a ter comportamentos inadequados e a cometer erros drásticos em nossa vida pessoal e profissional.

Para cada resposta existe uma "característica" desencadeadora que levará a ação. Todas as vezes, os comportamentos que a compõem acontecem da mesma maneira e na mesma ordem.

Estrategicamente, o caminho para influenciar pessoas tem, como primeiro passo, a arte do "por quê." Teste você mesmo, quando pedir um favor, diga o porquê ao invés de simplesmente pedir. As pessoas gostam de ter motivos para aquilo que fazem.

Veja o exemplo em uma fila de restaurante:
- DIGA: "Com licença, eu tenho que almoçar e só tenho 20 minutos, você pode me arrumar uma mesa?".
- Ao invés de: "Com Licença, você pode me arrumar uma mesa?".

De acordo com alguns estudos, as pessoas que usam o porquê e informações adicionais têm, em média, 94% de chances de obter êxito, enquanto pedindo da segunda forma, essa média cai para 60%.

Nesse caso, o fator característico desencadeador foi o porquê e, com o motivo bem claro, as pessoas cederam ao pedido.

Na área comercial, por exemplo, o porquê está diretamente ligado aos comportamentos que levam grandes empresas a faturarem milhões de dólares. É um modelo bastante interessante e que pode ser observado sem ir muito longe. O Conceito do porque custa esse valor, pois fortalece o modelo mental: "você recebe por aquilo que paga".

Observando o mercado de joias, podemos notar que as pessoas que não possuem conhecimento sobre o produto têm como fator de avaliação o preço. O mesmo acontece no mercado de vinhos, onde os inúmeros títulos, tipos de uva, ano da safra e outras informações são ignoradas por muitas pessoas. Novamente, o conceito "caro=bom" é o desencadeante para a decisão da compra, afinal, se o produto vale tanto, é porque tem uma boa qualidade. Outro exemplo que ilustra bem o uso do porque pelas empresas, é o de cupons de descontos. Os clientes com os cupons em mãos podem poupar tempo, dinheiro e principalmente a energia mental necessária para decidir o que comprar, gerando um enorme "porquê comodidade". Pensar pouco e agir rápido.

É estranho, mas a maioria de nós sabe muito pouco sobre nossos padrões de comportamento automático. Isso ocorre exatamente por jamais paramos para avaliar o porquê de nossas ações.
FONTE: RH.COM.BR